Sobre o grupo PoLiTicas

O grupo PoLiTicas atua em três eixos interligados que envolvem análise e reflexões em torno dos processos discursivos de constituição das línguas a partir de:

(i) um viés político, focando tanto as tecnologias sócio-históricas de poder (como o dispositivo colonial e a emergência dos Estados modernos), como a esfera público-política de interação sócio-verbal, entendida como espaço de diálogo e de ação em liberdade dos sujeitos;

(ii) um viés ético, comprometido com as implicações dos conceitos de línguas, e de seus usos contextualizados, para a configuração de (discursos sobre) subjetividades;

(iii) um viés estético, que articula os modos de representação estética (da língua e das linguagens) à dimensão política do convívio plural e compartilhado na esfera pública.

Os trabalhos desenvolvidos por esse grupo compartilham o interesse teórico e prático por estabelecer um diálogo com sujeitos inscritos em esferas não-acadêmicas, marginais e cotidianas, colocando em tela práticas e discursos interculturais e locais.

Mais recentemente, o grupo tem se debruçado sobre questões teóricas e práticas envolvendo a área de Políticas e Planejamento Linguísticos a partir de uma perspectiva crítica. Temas desenvolvidos pelos integrantes do grupo incluem:

– o processo político e o percurso histórico de expansão colonial e pós-independência da língua portuguesa no mundo;

– a invenção das línguas na América colonial e em África;

– a (re)construção do multilinguismo em Angola,  Moçambique e Timor-Leste;

– as práticas linguístico-discursivas afro-brasileiras;

– a construção da ideia de nação e de língua em Timor Leste, Angola, Brasil e Moçambique;

– um estudo comparado da história da linguística colonial dos países com LP como língua oficial;

– a voz como lugar de inscrição dos sentidos de feminino e de resistência;

– a relação entre política e economia no âmbito das políticas linguísticas;

– a relação entre religião (Cristianismo) e política no âmbito das políticas linguísticas coloniais;

– a relação entre os estudos pós-coloniais e as políticas linguísticas críticas;

– o papel dos diálogos interculturais na ressignificação dos conceitos de língua;

– os conceitos de língua a partir de diferentes políticas linguísticas;

– a relação entre língua e racismo;

– a relação política entre língua e os conceitos de cidadania e direitos (humanos e linguísticos)  

– a construção sócio-histórica e política da ideia de “língua alemã” no sul do Brasil.

Integrantes dos grupos têm participado de eventos nacionais e internacionais, com apresentação e debate de trabalhos. Artigos foram publicados em revistas especializadas nacionais e internacionais, além de livros publicados no Brasil e no exterior. O grupo mantém interlocução com pesquisadores internacionais filiados à área de pesquisa “Colonial Linguistics”, como Sinfree B. Makoni (Penn State University).

O grupo POLÍTICAS LINGUÍSTICAS CRÍTICAS está cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa, do CNPq.